terça-feira, 3 de maio de 2011

Geografia política
Instrumento Ideológico.
O estudo da geografia política existe desde a Grécia antiga. A contração das palavras "geografia política" deu origem ao termo geopolítica. O termo foi criado pelo cientista político sueco Rudolf Kjellén, no trabalho "Staten som Lifsform" ("O Estado como um organismo", em português), de 1916.
Na interpretação de alguns estudiosos, os conceitos da geopolítica podem ser direcionados ao pensamento ideológico do Estado. Conforme os interesses e as concepções teóricas de um país se criam aspectos que direcionam a visão do mundo.
A definição dos estudiosos é que a geopolítica é uma forma para descrever tais coisas como: interpreta o espaço do ponto de vista do estado, e a geografia política, o estado pela visão do espaço. Um exemplo da utilização da geopolítica é do alemão Karl Haushofer, que tomou como verdadeiro algumas suposições e a utilizou como instrumento de propaganda, para interesses particulares, na Alemanha nazista.
Devido às teorias elaboradas pelos geopolíticos nazistas, os estudos de geografia política foram, por várias décadas, rejeitados pelos geógrafos, que os qualificavam como não científicos. Isso começou a mudar na década de 1970, quando ocorre a ascensão da geografia crítica, também chamada geocrítica. Um marco de grande importância nesse resgate da geografia política e da geopolítica, agora em novas bases teóricas e ideológicas, foi o lançamento do livro A geografia - isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra, do geógrafo francês Yves Lacoste.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Geografia

A geografia é uma ciência que tem por objetivo o estudo da superfície terrestre e a distribuição espacial de fenômenos significativos na paisagem. Também estuda a relação recíproca entre o homem e o meio ambiente (Geografia Humana). Para alguns a Geografia também pode ser uma prática humana de conhecer onde se vive para compreender e planejar o espaço onde se vive. Um dos temas centrais da geografia é a relação homem-natureza. A natureza é entendida aqui como as forças que geraram ou contribuem para moldar o espaço geográfico, isto é, a dinâmica e interações que existem entre a atmosfera, litosfera, hidrosfera e biosfera. O homem é entendido como um organismo capaz de modificar consideravelmente as forças da natureza através da tecnologia.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Geografia e o Geógrafo na Sociedade

O homem enquanto ser geográfico distribuiu-se, movimenta-se e comunica... no espaço, necessita inevitavelmente de se apropriar do mesmo (SACK, 1997). Aliás, estruturar e identificar o meio que o rodeia é uma atividade vital de todo o animal móvel (LYNCH, 1960). Basta o fato de nos sentirmos perdidos ou desorientados para que surja em nós uma sensação de terror e ansiedade. “A própria palavra ‘perdido’ significa na nossa língua muito mais do que incerteza geográfica, acumulando-se nela cargas de extrema desventura” (LYNCH, 1960).

A Geografia enquanto ciência que estuda a localização e distribuição dos fenômenos procura auxiliar o Homem na identificação do seu meio, do seu habitat, de forma a que possa apropriar-se mais facilmente do seu espaço nas suas diferentes escalas. A ciência Geográfica procura também, através do estudo da estrutura dos territórios e do espaço, identificar as suas condicionantes e potencialidades (físicas ou humanas), de modo a poder orientar o Homem na sua localização, das suas atividades econômicas, sociais, culturais etc. ou nas escolhas políticas. Vive-se num tempo de uma Geografia cada vez mais aplicada ao homem e suas atividades e ações no espaço.

Se é verdade que a Geografia e os Geógrafos no seu percurso histórico têm sofrido várias vicissitudes, muitas vezes fruto das exigências (procura e das oportunidades) e transformações que o processo social e político impõe no território que obrigam, nomeadamente, a uma constante renovação das formas de encarar o espaço geográfico - espaço a descobrir, descrever, a ordenar... (ob. cit.) outras vezes essas vicissitudes resultam das suas capacidades para integrar novos temas e maneiras de fazer Geografia.

É desta capacidade de adaptação a novas circunstâncias e flexibilidade para moldar-se aos novos contextos geográficos, assim como da sua capacidade de resposta e de intervenção ativa (na sociedade e junto de outros profissionais), que decorre a sua aceitação e valorização no tempo e no espaço. Naturalmente, sem “reinventar” a disciplina, não esquecendo nunca a sua essência, o seu objeto de estudo (o território, espaço geográfico, a resposta ao onde e quando – o auxílio do homem na apropriação do seu espaço), métodos e metodologias de análise, o seu caráter integrador e a sua linguagem (a dos mapas/cartografia). Mas o Geógrafo também precisa de se dar a conhecer e ao seu trabalho.
Só assim será possível dar continuidade à tendência crescente, já enunciada por GASPAR (2000), de institucionalizar e expandir a profissão de Geógrafo e afirmar a Geografia enquanto ciência.expandir a profissão de Geógrafo e afirmar a Geografia enquanto ciência.